Michelangelo Buonarroti (1475-1564) é um destes artistas mundialmente conhecido. Foi pintor, escultor, arquiteto, enfim, chamaríamos hoje em dia de multiartista. Ele soube comunicar através da arte, as alegrias e angustias da humanidade. Sua arte ainda hoje fala. Está preservada em igrejas, museus e coleções particulares por todo o mundo. Mas há obras que são obrigatórias conhecer, como a PIETÁ, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Trata-se da representação em mármore de da Virgem Maria, mãe de Jesus, com o corpo sem vida do Salvador em seus braços. O título, PIETÁ, é simplesmente PIEDADE, uma das variantes das fases dolorosas da vida de Maria.

Maria com o corpo de Jesus no colo, aflita, mais esperançosa, passou todos os estágios da dor que uma mãe pode passar. Isso pode explicar a causa pela qual muitas mães se identificam com ela. Quantas não assistem seus filhos serem torturados, açoitados sem quase nada poder fazer? Mas seu íntimo está a pedir forças para suportar. Até se colocaria no lugar do filho, caso pudesse.

Algumas, após verem seus filhos sofrerem nas drogas, na delinquência e na injustiça imposta, parecem caminhar com eles numa verdadeira via-dolorosa. Em alguns momentos, ao vê-los caírem, vão ao seu encontro com o rosto em lágrimas, a dizer, ESTOU AQUI! Por fim, assistem à crucificação. De pé, está ela lá também. Algumas mulheres amigas, e porque não dizer, também homens, outros filhos, a acompanham, lhe dão força. Mas é enorme a dor de ver o filho depois de tudo o que passou, perder a vida. Ter nos braços o corpo destroçado, sujo, ensanguentado e frio. Só ela sabe.

A PIETÁ representa uma das 7 dores de Maria, e sintetiza todas as outras, que são:

  1. A profecia de Simeão no Templo (Lc, 2, 34-35);
  2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mt, 2, 13-21);
  3. A perda de Jesus no Templo de Jerusalém (Lc, 2, 41-51);
  4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lc, 23, 27-31);
  5. Maria aos pés da cruz de seu filho no Monte Calvário (Jo, 19, 25-27);
  6. A entrega do corpo de Jesus à sua mãe (Pietá) (Mt, 27, 55-61);
  7. O sepultamento de Jesus (Lc, 23, 55-56.

 

Mas Maria, esta Mater Dolorosa (Mãe das Dores) é também a Pietá (da Piedade), pede piedade para o que está passando, mas também a piedade para as muitas mães que sofrem a dor pelos filhos. As mães que a ela recorrem, sabem que serão atendidas, pois ela é também a Virgem da Esperança, a Virgem da Ressurreição. No terceiro dia, aquele corpo sem vida ressuscitará e voltará a dizer-lhe: MÃE, ESTOU AQUI!

 

 

 

Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB
Mosteiro de São Bento de São Paulo

 

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