Pouco se sabe sobre a História de São José. Nas poucas vezes que aparece nas Sagradas Escrituras, ele não pronuncia nenhuma palavra. Além disso, ele não se encontra mais presente após o relato do encontro do Menino Jesus, já pré-adolescente no Templo.

São José é modelo de pai. Se Maria foi escolhida como a Mãe do Salvador, José escolhido como o pai adotivo de Jesus. Além de proteger seu filho do terrível Herodes, transmitiu-lhe um trabalho. Foi na oficina de carpinteiro que produziu peças únicas para famílias que vinham encomendar-lhe móveis ou qualquer outro serviço. José era um trabalhador e fez de seu amado filho, também um trabalhador. Aliás, algumas vezes, é pelo epíteto derivado de seu labor que ele é nomeado. Jesus era o filho do carpinteiro. Se assim o era, José era conhecido pelos de sua comunidade como aquele que trabalhava com madeira.

 

José era o chefe da família. Coube a ele, como líder nomear o menino, mesmo tendo a indicação do anjo. Tu o chamarás Jesus!

Quando se referem a José, os evangelistas o chamam de Justo, ou seja, ele era um cumpridor da lei, um fiel devoto, obediente e conhecedor da Palavra. Confiava com esperança na vinda do Messias. Não imaginava a responsabilidade que teria, mas mesmo não entendendo bem sua missão, confiou na misericórdia divina e reconheceu Jesus como seu filho, assim como acolheu a Maria. Cuidou dos dois, dos perigos que rondavam, levando-os para o Egito.

 

Há, além dos livros canônicos bíblicos, um livro apócrifo que se dedica exclusivamente à Vida de José, chamado História de José, o carpinteiro, escrito no Egito entre os séculos 4º e 7º, baseado em grande parte no Evangelho de Tiago, um livro também apócrifo. Os livros apócrifos são considerados não inspirados, por isso não foram aceitos como confiáveis, embora importantes.

 

O que importa afirmar é que, José é reverenciado pela Igreja desde muito cedo, como se pode comprovar pelo supradito apócrifo História de José, o carpinteiro. Por isso, é ele considerado padroeiro da Igreja Universal, declarado oficialmente assim, em 1870, pelo Papa Pio 11. Os papas posteriores renovaram esta declaração e sempre que falaram sobre José, o fizeram com grande afeto.

 

O Papa Francisco, possui uma singela imagem nos seus aposentos, na mesa ao lado de sua cama, representando São José dormindo. A imagem lembra a célebre passagem na qual em sonho, José tem a visão do Arcanjo Gabriel que lhe indica o que fazer com sua família. É o sono da atenção. É o sono do sonho. José é o homem que sonha, não de maneira alienada, mas atento aos sinais toma decisões claras. E como São José, nos lembra o papa, também nós devemos sonhar. Francisco costuma colocar um papel como lembrete em baixo desta imagem, para que São José sonhe, reze pelo conteúdo, mostre a indicação a seguir. O papa afirma que toda as vezes que pediu algo a São José, ele foi atendido. Lembremos que o pontificado de Francisco teve início no dia de São José, em 19 de março de 2013. Meses depois fez uma pequena alteração no Missal Romano, indicando em algumas orações eucarísticas, na menção à intercessão dos santos, a citação a São José logo após a menção à Virgem Maria. Em seguida, consagrou a cidade do Vaticano a São José e a São Miguel Arcanjo.

 

Se o Papa Francisco clama Valei-me, São José!, com seus problemas, também nós, confiando em sua santíssima intercessão, podemos clamar: Valei-nos, São José!

 

 

 

Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB
Mosteiro de São Bento de São Paulo

 

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