Todo mundo que vai à Igreja, independente de ser católico ou não, se depara com uma contagem do tempo um pouco diferente. Não entenda a contagem no que diz respeito ao tempo que se desenrola a celebração, mas ao calendário no qual ele percorre durante o ano.

“Calendário” vem de calendas, que quer dizer o primeiro dia de cada mês no calendário romano. Existem diversos tipos de calendários, como o antigo calendário romano, que deixou de existir após a adoção do calendário juliano em 46 a.C, o calendário judaico, o calendário islâmico, o calendário chinês, o calendário maia, o calendário gregoriano, que é o que a maioria dos países usa, inclusive o Brasil, e o calendário litúrgico da Igreja Católica.

Como se pode perceber, o calendário litúrgico é usado exclusivamente para a contagem do tempo referente ao culto religioso da Igreja, não correspondendo necessariamente ao calendário do uso civil – gregoriano. Por isso é preciso estarmos atentos para não se criar confusão.

O calendário litúrgico é dividido em ciclos, também chamados de tempos, que são o do Advento, do Natal, da Quaresma, da Páscoa e o Tempo Comum.

O ano litúrgico inicia-se com o Advento. Compõe-se de 4 semanas com término na tarde do dia 24 de dezembro.

Advento vem do latim “ad venire”, quer dizer “o que virá”. Trata-se da preparação para o que virá. No caso da liturgia católica é o período preparatório para o Natal, o nascimento de Cristo. Como preparação, os católicos enfeitam suas casas com adereços que fazem referência Àquele que virá, o Emanuel, Deus-conosco. Assim, árvores enfeitadas lembram que Cristo é a árvore da Vida. O pinheiro foi escolhido porque no rigoroso inverno no hemisfério Norte, é uma das poucas árvores que continuam verdes, mesmo coberta com a neve. Os enfeites como as bolas, representam os frutos da vida, as virtudes que a Deus oferecemos, assim como desejos de felicidades para todos. A estrela no alto é a luz de Cristo que nos guia até Ele, assim como ocorreu com os Reis Magos. Já aos pés da árvore, se colocam presentes, lembrando o gesto dos mesmos Reis Magos que ofereceram ao Menino Jesus aquilo que eles tinham de melhor. A guirlanda, outro enfeite muito comum dependurado nas portas, são dois ramos vegetais entrelaçados um no outro, simbolizando as duas naturezas de Cristo, homem e Deus na mesma pessoa, Cristo Verdadeiro Deus, verdadeiro homem. Por outro lado, os ramos secos, pinhas fazem referência a falta de vida e luz antes da chegada de Cristo. Por isso eles também estão presentes na decoração.

Desta maneira, as celebrações do advento são mais discretas, guardando o soar glorioso para o período seguinte. Não é ainda a grande celebração. Correspondendo a isto, as cores do advento é o roxo e o róseo, sendo esta última utilizada apenas num único dia, o 3º domingo, chamado Gaudete, o domingo da alegria, uma vez que o introito, a antífona de entrada, tem início com o convite de exultação: “Alegrai-vos, sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4, 4.5). Assim como também o início da segunda leitura, a epístola paulina: “Permaneceis sempre alegres”. Como expressão dessa alegria, é a cor roxa suavizada pelo róseo, no tom conhecido como “rosa antigo”.

Um símbolo muito importante do advento é a coroa com quatro velas, acendidas uma a uma em cada domingo, gradualmente. Esta coroa é uma guirlanda de folhas verdes, simbolizando a espera, enquanto que as quatro velas acesas, nos lembram que Cristo é a grande luz de nossas vidas.

O grupo de últimos dias que antecedem o Natal é também chamado de Semana Santa. É a Semana Santa do Natal, período mais intenso do Advento. Devemos assim, exultar de alegria pela aproximação do Santo Natal, pois o Senhor está perto! Está próxima a sua Vinda. Ele é Emanuel, Deus-Conosco!

 

 

 

Confira os mais variados Artigos Religiosos Católicos em nossa loja virtual.