O Pequeno Príncipe e o mosteiro beneditino

O Pequeno Príncipe é a terceira obra literária mais traduzida de todos os tempos, perdendo apenas para a Bíblia e O Peregrino, de John Bunyan (1628-1688), com versões para mais de 250 idiomas e dialetos.

O clássico, escrito por Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) em 1943, acabou por encantar a todos que tiveram acesso a singela história do garoto que vivia em um asteroide com sua amada rosa, e que saiu a explorar alguns planetas, parando aqui na Terra, no meio do deserto.

Quase todo mundo conhece as frases proferidas por personagens do livro. Quem nunca escutou “O essencial é invisível aos olhos”? ou “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”?

O livro traz profundas reflexões e desperta comentários diversos. Atento a isto, o monge beneditino Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB e a oblata beneditina Sandra Witkowski, presenteia aos leitores do clássico O Pequeno Príncipe descobre o mosteiro, da Editora Cosmos, um comentário espiritual à fantástica história, a partir da Regra de São Bento. Eles percebem que o garotinho loiro é um monge no meio do deserto numa aventura de autoconhecimento. Da mesma forma, é também o aviador um monge, que no diálogo com o garoto cresce espiritualmente.

O Pequeno Príncipe é rico em símbolos. Sabe-se que o escritor recebeu uma sólida educação cristã em colégios católicos. A forte influência dos ensinamentos do Evangelho pode ser notada também em suas cartas, principalmente as endereçadas à mãe.

O menino viaja por sete planetas. Sete é o número da perfeição. É como se o mundo estivesse sendo criado por Deus. E o planeta Terra é justamente o sétimo planeta a ser visitado. Também o carneiro e a serpente, assim como o próprio deserto, são símbolos bíblicos.

Isto comprova que O Pequeno Príncipe não é um simples livro de criança. É uma forma diferente de falar de Deus, Ele, o essencial que é invisível aos olhos. Isto não quer dizer, porém, que as crianças não devam lê-la. Mas nós devemos ler O Pequeno Príncipe como crianças, como sugere o próprio autor. A este respeito, de sermos como crianças, é um preceito do próprio Cristo: “Em verdade vos digo, aquele que não receber o Reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele.” (Lc 18, 17)

Os autores de O Pequeno Príncipe descobre o mosteiro, sugerem que o comentário seja acompanhado da leitura original, pois é sempre bom reler. Por isso a obra acompanha uma tradução de O Pequeno Príncipe. Traz também uma tradução da Regra de São Bento, uma vez que fazem muitas citações desta.

Aqui vale lembrar que a primeira tradução para a língua portuguesa de O Pequeno Príncipe foi feita por um monge beneditino, Dom Marcos Barbosa (1915-1997). Nos últimos anos, surgiram diversas traduções do clássico, uma vez que este caiu em domínio público em 2015. Muitas destas traduções são de padres e/ou religiosos. Pode ser que estes se identifiquem com o garotinho no deserto da vida em busca de compreender o maior mistério da existência.

Quem ler O Pequeno Príncipe descobre o mosteiro terá uma outra visão da obra, e com toda certeza, se enriquecerão espiritualmente ainda mais.

 

Dom João Baptista Barbosa Neto, OSB
Mosteiro de São Bento de São Paulo

 

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