Como vimos no nosso primeiro artigo dessa série especial sobre Maria, Mãe de Todos, a
missão de Maria começou com o seu SIM ao Arcanjo Gabriel. Mas, ao contrário do que muitos
pensam, ela não terminou com a morte do seu Filho no Calvário. Veja neste artigo, como a
Igreja proclama como fundamental a presença de Maria na sua história, reconhecendo-a como Mãe da Igreja.

Pentecostes

Vimos que já estando pregado na cruz, Jesus entregou sua mãe ao discípulo João para que ele
tomasse conta dela (Jo 19, 26). Desde então, Maria esteve acompanhando os apóstolos que,
após a morte de Jesus, estavam com muito medo de saírem e andarem nas ruas e serem
mortos como Jesus foi.

Neste período desafiador do início da nossa Igreja, Maria manteve-se firme na fé e oração
junto a todos os discípulos (At 1, 14). Sua calma e confiança em Deus e na missão de seu filho
Jesus, traziam esperança e coragem a todos. Estando presente no dia de Pentecostes, Maria
pode testemunhar mais uma vez a ação do Espírito Santo no meio de nós.

Dogmas de Fé

Esta passagem do Ato dos Apóstolos é uma das últimas na qual a Bíblia refere-se à Virgem
Maria. Todo o conhecimento que temos de Maria fora das Sagradas Escrituras devem-se às
suas aparições e aos dogmas de fé proclamados pela Santa Igreja.

Dogmas de fé são revelações que a Igreja reconhece como dadas por Deus como luzes para
iluminar nossa fé no caminho da verdade que Jesus Cristo veio nos trazer. Uma vez que o Papa
declara uma verdade como dogma de fé, essa verdade passa a ser reconhecida por toda a
Igreja como definitiva e imutável, devendo também ser reconhecida e aceita por todos os que
se declaram cristãos católicos.

Compreender os dogmas de fé é importante para compreender a presença de Maria na Igreja.
Os dogmas de fé que se referem a Maria são:

Maternidade Divina de Maria

A Igreja proclama que Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. Este dogma foi proclamado
pelo Papa São Clementino I no Concílio de Éfeso em 431.

O Concílio Vaticano II, no documento Lumen Gentium, refere-se belamente à essa
maternidade de Maria: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada
com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os
seus perigos e necessidades”.

Assunção de Maria

Apesar de desconhecida a causa da morte da Virgem Maria, a Igreja proclama a sua gloriosa
Assunção de corpo e alma ao céu. Este é um dogma de fé proclamado pelo Papa Pio XII, no dia
1º de novembro de 1950 decretado por meio da Constituição Apostólica Munificentissimus
Deus.

A Assunção de Maria é celebrada pela Igreja em todo o mundo no dia 15 de agosto, sendo uma
celebração especial porque representa a fé que todo o cristão deseja alcançar: a de um dia
estar no Céu, de corpo e alma, junto a Jesus.

Na devoção popular a Assunção de Maria é contemplada na reza do Santo Terço, sendo o
quarto mistério dos Mistérios Gloriosos.

Perpétua virgindade de Maria

Proclamado oficialmente no Concílio de Regional de Latrão em 649 este dogma nos revela que
Maria foi virgem antes, durante e perpetuamente após o parto de Jesus.

Esta verdade pode ser confirmada por passagens da bíblia como na revelação do anjo à José
quando diz “o que foi gerado nela vem do Espírito Santo” (Mt 1, 20) e na revelação feita à
Isaías: “eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho” (Is 7,14).

Imaculada Conceição

Outro dogma de fé proclamada pela Igreja Católica é a Imaculada Conceição de Maria, ou seja, que ela foi concebida sem o pecado original, sendo, como proclamado pelo arcanjo Gabriel, toda cheia de graça.

Comemoramos a Imaculada Conceição de Maria no dia 08 de dezembro, mas desde 1476 esta
festa existe no calendário romano, e desde 1708 entrou em definitivo no calendário de
celebrações litúrgicas.

A devoção à Imaculada Conceição de Maria ficou mais intensa a partir da devoção da medalha milagrosa, na qual a própria Virgem Maria apareceu para a Santa Catarina Labouré, na França, pedindo que ela fizesse a medalha com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós”.

Maria, Mãe da Igreja

Maria é considerada a Mãe da Igreja, por ser Mãe de Cristo, cabeça da Igreja e de todo o corpo
místico da Igreja, que somos nós.

Foi proclamada oficialmente com o título de Maria, Mãe da Igreja pelo Papa Paulo VI, por
ocasião do Concílio Vaticano II. No dia 03 de março de 2018, o Papa Francisco decretou a data
da primeira segunda-feira após a solenidade de Pentecostes como Memória da Bem-
aventurada Virgem, Mãe da Igreja, que neste ano será celebrada no dia 10 de junho.

O título de Maria, Mãe da Igreja, veio enfatizar aquele sentimento que todo católico tem,
desde o tempo dos discípulos: que temos em Maria uma verdadeira Mãe que intercede e ora
por nós.

 

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