Está chegando o dia de celebrar o amor: o dia dos namorados. Os comerciais na televisão, no rádio e na internet nos lembram que devemos festejar o amor. As vitrines da loja nos convidam a presentear a pessoa amada. Os canais de televisão só passam filmes românticos. Mas, se é para celebrar o amor, porque só comemoramos o dia dos namorados e não o dia dos casados?

Afinal, por que o namoro é tão importante?

 

O namoro é um período de conhecimento

O amor é a vocação universal para a qual todos somos chamados e, para a maioria, o namoro é o primeiro passo para viver essa vocação. O namoro é um período de descobertas na qual podemos conhecer melhor a pessoa que está ao nosso lado e podemos conhecer melhor a nós mesmos. Saímos da nossa solidão e nos abrimos para receber um amor que vem de fora ao mesmo tempo que saímos do nosso egoísmo e entregamos nosso amor a um outro alguém.

E esse período de “descoberta” da pessoa amada é um dos motivos que fazem o namoro ser tão especial. Memorizar a data de aniversário, a cor preferida (e a cor que não usa de jeito nenhum), a comida predileta, o gênero de filme que adora, descobrir o que a outra pessoa mais gosta de fazer e aprender a fazer também.

Identificar as afinidades nas coisas que gosta de fazer e nas que não gosta. Perceber nos detalhes que aquela pessoa te completa, que você é mais feliz quando está em sua companhia e que quando ela se ausenta a saudade é grande demais. E quando menos se espera estar vivendo a alegria do amor, a alegria que vem da unidade.

 

A família é uma vocação

Se ficamos alegres quando estamos juntos a pessoa amada, o próximo passo para viver plenamente esse amor é o casamento. Que emoção indescritível para o noivo esperar a sua amada no altar e para a noiva entrar na igreja e caminhar na direção do seu amado. Constituir, ao lado de quem se ama, uma família. Se o amor é uma vocação para a qual nós todos somos chamados é na família que ela se manifesta inteiramente.

No namoro, nós vivemos a alegria da descoberta e do encontro com a pessoa amada. No casamento vivemos a responsabilidade de se formar uma família. A rotina toma conta da vida familiar e vamos deixando de descobrir coisas novas e, aos poucos, a alegria vai se esvaindo.

Rezar por quem amamos

Na exortação apostólica Amoris Laetitia o Papa Francisco nos lembra a importância da alegria de se viver com amor no seio familiar. A alegria dos tempos de namorados deve acompanhar a vida do casal durante todo o casamento. Mas como manter a alegria do amor sempre presente? É o próprio Papa Francisco que nos dá a resposta:

“(…) a família é chamada a compartilhar a oração diária, a leitura da palavra de Deus e a comunhão eucarística, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito [Santo]” (nº 29, cap. 01).

O encontro constante com Deus, seja na oração pessoal, na leitura da Bíblia ou durante a Santa Missa é a única forma de mantermos viva a alegria do amor. Isto porque para manter a alegria da unidade como um casal devemos aprender a rezar um pelo outro diariamente e a rezar juntos aos filhos como família.

E para que possamos amar precisamos nos alimentar da fonte que jorra o amor que é o próprio Jesus eucarístico. Somente assim, nosso família será um verdadeiro templo no qual o Espírito Santo habitará e na qual a alegria sempre se fará presente.

 

Dia dos Namorados: uma data a ser celebrada todos os anos

O próprio Jesus nos lembra: “Eis que faço nova todas as coisas” (Ap. 21, 5). Para viver uma vida com alegria mesmo na rotina do dia a dia, devemos convidar Jesus para fazer parte dela porque com Ele tudo é sempre novo.

Quão felizes são os casais que aprenderam a viver na unidade e na alegria do Espírito Santo e que todos os anos celebram o dia dos namorados com muito entusiasmo.

Viva a alegria do amor, Feliz dia dos namorados!

 

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